084/2026 A ONDA

O chileno Sebastián Lelio é um dos diretores preferidos deste blog.

Alternativo, abusado, cara de pau, político até o último frame, Lelio faz o que quer em seus filmes e geralmente acerta em cheio.

Aqui errou na mosca.

A Onda, seu mais recente lançamento, em cartaz na Netflix, é de uma pretensão artistiCUzinha inominável.

Ele conta uma história inspirada nas greves e protestos feministas no Chile de 2018.

Só que em um musical.

Que mais tem cara de Broadway do que qualquer outra coisa.

Pensa em “batalhas”, embates de mulheres com seus opressores, de estudantes com seus diretores misóginos, com a polícia, tudo cantado e dançado, coreografado.

Daí a função política do filme pra mim ficou esvaziada. A estética que era pra ser modernosa estraga a história tomando as roupas do vencedor para falar de uma luta inglória de “perdedoras”.

Nada se salva. Nada empolga. Nem elenco, nem roteiro, nem a fotografia que acaba não servindo muito para o que poderia e deveria servir.

Assim sendo, A Onda vai para o panteão dos #alertaporcaria do ano e (in)glória maior, para o panteão do #piorfilmedoano.

Não acredito até agora.

NOTA: 1/2🎬

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