Eu sempre pensei que quando fosse assistir um documentário sobre o Billy Idol, um dos deuses do punk rock e do rock and roll, eu veria um filme sobre excessos, absurdos, quartos de hoteis destruídos, mulheres, mulheres e mais mulheres que já ficaram com o “gato punk”.
Mas nem o diretor extraordinaire Jonas Åkerlund conseguiu transformar em filme uma vida vivida à beira do abismo enquanto criava alguns dos maiores hits do rock.
Aliás, a sequência de hits da carreira solo de Idol foi o que mais me deixou chocado no filme.
Obviamente que eu sei todas aquelas músicas de cor, de Eyes Without A Face, Dancing With Myself, Rebel Yell, White Wedding a Cradle of Love. Mas pensar que isso durou décadas, que cada álbum que ele lançava pelo menos uma música se tornava a mais tocada pelo mundo.
Inclusive ele foi o cara que primeiro entendeu o lançamento da MTV nos EUA e como é dito neste filme, foi o artista que tirou a televisão musical do nicho da molecada e a levou ao grande público, já que ele era grande o suficiente para isso e acabou transformando imediatamente suas músicas em clipes criados e realizados por diretores de cinema consegrados como Tobe Hopper, por exemplo.
PEnsando agora, o que eu mais gostei mesmo de ver no filme foi o Billy antes de ser Idol, foi o moleque classe média que se enxerga no punk na Londres de 1977 e ao invés de só ficar indo aos shows dos Sex Pistols da vida, monta sua própria banda, a Generation X, que acaba se tornando um dos pilares daquela revolução musical.
Ah, mas eu também amei ver a sinceridade de Billy Idol ao contar suas histórias com drogas, os seus pontos mais baixos, as suas caídas e recaídas com heroína, seus “perdidos” de cocaína e toda a comprovaçnao da máxima sexo, drogas e rock and roll.
Não é por outro motico que este documentário se chama Billy Idol Deveria Estar Morto.
Tá bom, o que quase me fez chorar foi ver Billy Idol aos 70 anos de idade curtindo os netos, descobrindo um filho que ele nunca soube que tinha, o Billy mais família que nunca que filmou muito ao lado da mãe velhinha, que chora ao lembrar do pai que sempre esteve ao seu lado mesmo odiando a música que ele fazia, amando e sendo amado não só por mim, que sou fã desde sempre, mas também e principalmente pelos seus próximos.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

