105/2026 BOY GEORGE & CULTURE CLUB

Como fã cego, surdo e mudo de carteirinha que sou do Culture Club, eu esperei minha vida toda por esse documentário.

Boy George & Culture Club é o filme que todo mundo que acompanha a banda desde os anos 1980, o povo que venerava o Boy George punk vestido de New Romantic e depois cantando com o figurino mais cafona e incrível possível esperava.

Finalmente alguém, uma das minhas diretoras preferidas Alison Ellwood, dos documentários da Cyndi Lauper e das The Go-Go’s, conseguiu colocar no mesmo filme os 4 membros da banda, já que até então tudo o que víamos sobre o Culture Club era muito focado na versão e na visão de Boy George.

Sim, ele é o poster boy da banda, era o vocalista e letrista, o cara que decidia tudo e o cara que quebrava tudo também. Literalmente.

Além de entrevistas com George, com o baixista Mikey Craig, que foi o inventor da banda, e com o guitarrista Roy Hay, que entrou de gaiato e se deu bem demais, Alison trouxe Jon Moss, o baterista lindo e punk, amor da vida de Boy George e também um dos motivos de sua ruína e claro, da ruína da própria banda.

Ver e ouvir Moss contar como ele, um moleque que tinha sido baterista do The Clash e do The Damned, pilares do punk, entrou em uma banda pop, é impagável. E o mais legal foi perceber, pelas imagens da época, o quanto ele era meio que o punk blasé, que estava lá não se sabe porque mas que “vamos que vamos”.

Esse talvez seja o ponto alto do filme, o olhar bem particular da diretora Alison para escolher as imagens de arquivo certas para os momentos certos, o que mesmo pra mim, fã doido, me fez perceber detalhes importantes da história toda.

Eu ainda espero ver, um dia, quem sabe, os 4 membros da banda juntos, um olhando pra cara do outro e lavando roupa suja em público, já que neste filme a gente percebe que ainda tem muito a ser contado. Fico imaginando Boy George se degladiando com Jon Moss falando sobre o amor que eles tiveram, principalmente depois de ouvir aqui neste filme como começou, como terminou e principalmente toda treta do namoro quase que unilateral, sendo que Boy George era o obcecado e Moss, de novo, o blasé.

Boy George & Culture Club é obrigatório para o público 40+, para quem ama música, para quem ainda hoje ouve mais punk e “new wave”do que qualquer outra coisa (tipo eu) e principalmente para quem ainda acredita no amor.

Amor louco e obsessivo por alguém, amor pela droga (a história do Boy George junkie é importante no filme) e principalmente amor pela música.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Um pensamento sobre “105/2026 BOY GEORGE & CULTURE CLUB

Leave a Reply