Olha, me faltam palavras para escrever sobre Buffet Infinity.
Essa comédia de terror satírico (sim, isso existe) é tão bizarra e tão esperta que por vezes eu pensava que o diretor Simon Glassman estava fazendo um filme para tirar sarro, para zoar mesmo a televisão, o poder da publicidade televisiva mas também estava fazendo um filme para zoar com o seu público que ficou por 1 hora e meia assistindo um filme que se passa num intervalo televisivo de 90 minutos lá nos anos 1980 ou 1990.
O Buffet Infinity do título é um restaurante que através de comerciais veiculados na tv trava uma batalha ferrenha contra seu principal concorrente. Que sempre responde à altura.
Logo, a garota propaganda e proprietária do Buffet Infinity some, desaparece, assim como vários “personagens” de outros comerciais exibidos nesse intervalo e de repente a programação daquele canal de televisão vai tomando um rumo policial bem radical.
Além dos restaurantes a gente vê comerciais de loja de carro usado, loja de cacarecos, de advogado meio porta de cadeia, anúncio de igreja crente e por aí vai.
Mas o que começa com uma pseudo brincadeira engraçado-violenta na briga dos restaurantes, aos poucos vai descambando para situações bem enigmáticas, que começam com o desaparecimento das pessoas e vão escalando para situações em princípio absurdas, depois bem preocupantes e logo em seguida elas se tornam tenebrosas.
O ponto alto da direção de Glassman é que em nenhum momento ele não nos deixa esquecer do filme que começamos assistir algum tempo antes. Apesar dessas mudanças radicais, as personagens e as histórias iniciais não são relevadas pelo roteiro e nem esquecidas pelo espectador.
Buffet Infinity tem um dos melhores finais do ano e o pezinho no terror cósmico absurdo é a cereja de um bolo delicioso.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

