128/2026 O CASO DOS ESTRANGEIROS

O Caso dos Estrangeiros é mais um filme desse novo “estilo” que tá bem na modinha rasa e fácil do cinema atual que ao mesmo tempo que parecem totalmente aleatórias acabam se entrelaçando, colocando os personagens principais de cada uma delas frente a frente em situações nada esperadas.

Isso já me encheu o saco, pra ser bem sincero.

O filme da Angelina Jolie que eu resenhei essa semana é um passo largo à frente desse truque bem manjado. Isso graças à diretora Alice Winocour que falando em passos largos, ela está passos largos à frente da horda.

Já aqui, o diretor/ativista americano Brandt Andersen tem tudo pra agradar a preguiça cinéfila que impera por aí.

Não vou criticar o “filme de refugiados” feito por alguém que vive no círculo hollywoodiano porque todo mundo pode filmar o que quiser, obviamente.

Mas O Caso dos Estrangeiros tem um verniz ocidental, tem um monte de “tique” colonialista, o que me incomodou muito.

As histórias do filme acabam girando em torno de um acontecimento chave, a fuga de refugiados sírios para a Grécia, em um barco clandestino comandado por um francês mercenário que só se preocupa com o dinheiro que ele ganha a cada viagem, em uma noite de tempestade.

Lá estão uma cirurgiã e a filha, logo depois de perderem o resto da família em um bombardeio na casa do pai. A dupla serve quase que como as personagens principais do filme, já que outras 4 histórias acabam convergindo para esta primeira.

Por mais que o roteiro pareça ser simples e ter uma estrutura que não interfira na história e nos personagens, tudo é muito invasivo, tudo é muito manipulado milimetricamente para passar uma imagem de “quase documentário”.

Só que não.

O filme não é ruim, é bonitinho, mas é um filme que já assitimos algumas vezes. E o pior, é uma cópia escancarada, porém higienizada, de filmes vindos dessas zonas de guerra do norte africano, conhecido como oriente médio, onde a dor e o sofrimento são reais.

Muito diferente do que vemos aqui.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

Leave a Reply