161/2026 NORMAL

Normal, este filme, me (re)conectou com algumas pessoas importantes do cinema e séries dos últimos anos.

Eu perdi 2 bondes importantes importantes.

O primeiro deles é o do diretor inglês Ben Wheatley que explodiu 15 anos atrás com o violentíssimo Kill List, que passou despercebido por mim na época. Eu só peguei Wheatley anos depois vendo uns filmes bem meia boca que ele dirigiu e sempre esperando o hype todo de Kill List que nunca veio.

O segundo bonde que eu perdi, e aqui vai um atestado de culpa sem vergonha, é que eu não assisti Breaking Bad.

Juro.

Até hoje.

E nem seu derivados, diga-se de passagem.

Não sei explicar a razão, ou a ligação ou a explicação mas eu tenho um pouco de bode de todo elenco da série e de tudo que veio a reboque.

Por isso quase não assisti esse Normal, já que o filme é estrelado e também escrito por Bob Odenkirk e dirigido pelo inglês que nunca rolou pra mim.

Mas que sorte que eu vi porque o filme é divertidíssimo.

Começa com uma sequência bem violenta de uma reunião da Yakuza no Japão onde 3 asseclas são obrigados a cortar seus dedinhos na frente de seu chefe, já que fizeram alguma cagada grande. Mas pior que cortar os dedos, eles são despachados para Normal, uma cidadezinha no meio do nada dos EUA, no estado de Minesota, não sabemos o porquê.

Corta para Normal, a cidadezinha mais bosta possível, com um novo xerife substituto, já que o anterior morreu não se sabe como. Só que esse novo xerife (Bob Odenrick), como tanto tempo ao seu dispor, já que nada relevante por lá acontece, começa a escarafunchar onde não deve e logo recebe “bronca” do prefeito e mais umas indiretas inesperadas.

Até que do nada, tem um assalto no banco e quando ele resolve entrar para negociar com o casal de ladrões trapalhões, o banco é praticamente destruído por uma rajada de tiros de armamento pesadíssimo usado pelos policiais idiotas que são seus subordinados mas que atiram para matar não só o casal de larápios como também o detetive xerife xereta (olha que belo título para este filme).

Finalmente o xerife começa a entender o que realmente acontece na cidade e a gente finalmente vê os japoneses sem dedos dentro banco que tem o cofre mais cheio de dinheiro e barras de ouro do que caberia.

O filme que já vinha em um ritmo bom que ia do drama meio deprê a dicas de que uma comédia boa poderia invadir tudo a qualquer momento, a partir da violência policial no banco, a partir das descobertas, tudo toma um rumo absolutamente inesperado e muito divertido.

Normal é um choque de surpresa agradável, uma delícia de filme que poderia ser mais uma bobagem normalzinha mas que de normal só tem o título.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Leave a Reply