Assistindo o #alertaporcaria que é o novo filme do hypadão amado por festivais Nicolas Winding Refn, cheguei à conclusão de que o Corrida dos Bichos do hypadão amado por festivais Fernando Meirelles podem seer colocados em uma mesma condição de filme porcaria que mostra o quanto esses diretores vem se mostrando mais “bons de marketing” (oi Cris) do que “bons de cinema”.
O Fernando fez um filme maravilhoso muito amado com razão que é Cidade de Deus. Mas o marketing transformou Cidade de Deus em um produto incrível porque de tempos em tempos sua produtora, a O2, lança alguma “versão” nova de Cidade de Deus, de spin offs a versões do filme, apesar de todos, e são muitos, pesares.
O Nicolas Winding Refn é um cara que lá nos anos 1990 explodiu obviamente em Cannes com seu cinema muito estético e muito violento com a trilogia Pusher, Bronson, Valhalla Rising até chegar no grande e amado Drive.
Depois de Crive, Refn só fez porcarias. E porcarias grandes. Assim como o Fernando que não fez mais nada que prestasse (talvez o 2 Papas e olhe lá). E o que me fez dizer lá acima que esses 2 diretores, e mais um punhado de mãos cheias de outros, são ótimos marketeiros, (talvez no bom sentido?), melhores que cineastas.
Her Private Hell é o cúmulo da cara de pau de um diretor que já consideramos um verdadeiro “auteur”, um daqueles cineastas que a gente segue e idolatra com a carreira super criativa.
Eu queria entender como que um diretor de Pusher e Bronson, filmes violentos, punks, pudesse realizar filmes como esse novo e como The Neon Demon, que pra mim tinha sido um delírio de febre tifóide de Refn.
Outro choque pra mim é descobrir e tentar entender como que esse diretor repete esse delírio de febre tifóide, quase que literalmente, em um filme que não diz nada, que só tem uma estética absolutamente apurada (mas na minha opinião totalmente equivocada, feia, cafona mesmo, pior que a de Neon Demon) e tenta esconder atrás desse primeiro plano colorido do mal uma historinha sem vergonha de filha procurando pai que se encontra no mundo das artes péssimas enquanto paralelamente um soldado americano procura a filha sei lá onde.
Que porcaria. Que perda do meu precioso tempinho nesse patacoada de quase 2 horas de nada.
Eu na minh ainocência, achei que em algum momento teria uma explosão atômica e o filme iria começar de verdade e um personagem viraria pra câmera e dissesse “pegadinha do malandro”. Mas nem isso.
A sorte é que o delírio de febre tiféoide dele não é contagioso.
Só pra terminar, ainda acho o Fernando Meirelles muito melhor que o Refn. Pelo menos ele não é cafona.
NOTA: 🎬1/2

