242/2026 JACKASS: O MELHOR E O ÚLTIMO

Preciso confessar que Jackass é o meu guilti pleasure, o meu prazer culposo, algo que eu amo assistir e tenho uma vergonhazinha de gostar tanto porque os caras são muito, mas muito nojentos.

Vou repetir: eles são muito nojentos.

Só que neste último filme da carreira do Jackass, segundo seu próprio criador, o malucaço Johnny Knoxville, os caras foram longe demais.

Não que não tivessem ido longe antes, mas aqui eu juro que rolou um gorfo, eu quase passei mal com uma das sequências de idiotices extremas da turminha.

Eu já falei várias vezes aqui no blog que uma das coisas mais geniais do evento “reality show” é uma das sequências do Jackass onde um dos caras da trupe introduz um carrinho de brinquedo em seu ânus, vai a uma clínica para fazer um raio X e diz pro médico que estava numa festa a noite anterior e tá sentindo uma dor e não sabe o que aconteceu.

Quando vê o raio X o médico diz pra ele: “vai correndo pra um hospital e peça pra fazerem uma cirurgia pra remover. E não conta isso pra ninguém, já tem muita gente sabendo, eu, a enfermeira, seu amigo. É vergonha demais.”

O raioX com mostrando o carrinho dentro do cara é um clássico da TV mundial.

Pra minha sorte, essa foi uma das histórias do Jackass que é reprisada aqui neste filme como vários outros clássicos como o foguete vermelho e o banheiro químico arremessado, que pra mim tinha sido o cúmulo do extremo escatológico.

Até que este ano os caras inventam um jogo absurdo daqueles de colocar a mão direita no círculo amarelo, pé esquerdo no círculo azul, onde 4 pessoas da turminha participam, usando pantalonas de plástico transparente depois de tomarem uma quantidade grande de laxante. E um laxante poderoso.

O que eu vi me fez passar mal e rir ao mesmo tempo, algo que poucas vezes na vida eu senti, sempre com imagens idiotas, extremas, absurdas que eu nunca imaginei nos meus delírios mais ridículos que algo assim pudesse acontecer.

E acontece.

E mostra o quanto Jackass é besta e ousado, é ridículo e extremo, é tosco e estupidamente sofisticado no entendimento de que o reality show pode e deve oferecer, que o documentário que eles aqui nos apresentam onde contam sua história e o porque deste fim é despretensiosamente divertido.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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