Jim Queen, a animação francesa gay gay gay gay gay gay e gay que estreou no Festival de Cannes esse ano, que eu tentei assistir no Fantasia Festival e agora vi no Fantastic Fest, é uma delícia.
Não por ser gay gay gay gay gay gay e gay, mas exatamente por ser ousado o suficiente para não deixar pedra sobre pedra sobre o mundinho gay.
Jim Gay é o mais gostoso, o fortão, o adorado, o amado, o tão desejado e quase não alcançado ícone gay de Paris.
Ele é a típica barbie padrão, o fortão que usa o que for preciso pra ser desejado, que fica se olhando no espelho o tempo todo, o amado/odiado mas que todo mundo quer beijar.
Ele é o rei da academia onde todas as tribos gays se encontram: os ursos, o dadies, os papais, os twinks, os moleques, as bichas femininas, as drags, as puppies, as bichas masculinas e mesmo as barbies, todos querem seer o Jim mas ninguém consegue.
Até o dia que ele obviamente na frente do espelho, descobre que um dos gominhos de seu abdômen some. Murcha. Desaparece. E a bicha fica bem loka. Vai pro hospital, fura fila, atropela, quer ser atendi por sua melhor amiga com que a barbie brigou na noite anterior quando estava bem doido na boate gay e descobre: ele contraiu heterotosis, a nova doença que está transformando os gays em héteros.
Desespero.
Principalmente porque ele descobre que nos próximos dias a transformação se completa e adeus mundo lgbt.
Claro que não é só ele que está infectado, mas ele não ligava quando não era ele, quando eram só os feios, os gordos, os normais, os velhos, os magros.
E agora ele ainda descobre que o único carinha que gosta dele de verdade, um magrelinho sem graça, tem a cura para a doença, que foi criada por um cientista maluco, junto com uns malucos poderosos.
O legal do filme é que além do bom humor, o filme tem toda uma estética gay gay gay gay gay gay e gay que deve (sim, é minha opinião) ser jogada na cara das pessoas de fora do mundinho lgbt, o que já é um grande passo que esse filme dá. Mas faltaram números musicais, já que o filme é musical mas se perde um pouco nessa ideia importante para a história,
Apesar de ser um filme tão “nichado”, é um filme politicamente forte o suficiente para ser compreendido por todo mundo, já que a metáfora da doença “heterotosis” não poderia ser mais óbvio dentro do contexto dessa história.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

