Por que ninguém pensou nisso antes?
Bloody Tennis é uma espécie de reimaginação de Suspiria em uma escola de tênis. E um belo de um #alertafilmão.
Pra quem não se lembra, Suspiria é um dos maiores clássicos do cinema do horror, dirigido pelo mestre iatiano do giallo Dario Argento, onde uma bailarina americana chega a uma prestigiosa academia de dança alemã. O que ela não sabia, e isso não é spoiler porque Suspiria foi lançado em 1977, é que a academia é gerida por umas… bruxas.
Aqui a história é parecida, mas sem bruxas. Ops, spoiler. Ou será?
Sophie é uma promissora jovem tenista que chega a uma prestigiosa e bem estranha, quase decadente escola de tênis que treina apenas 6 alunas por temporada e só a melhor delas é automaticamente classificada para jogar em Wimbledom.
Por isso Sophie vai logo perceber que suas colegas, nunca amigas, são suas concorrentes e que no dia a dia da academia vale tudo para chegar ao sucesso garantido. Ou pelo menos esperado.
Quando eu falei que a ideia veio de Suspiria, e veio mesmo, com todo o gótico, a tensão avassaladora, as alunas se degladiando e não sabendo onde vão parar com os olhos e as mãos e o “chicote” dos tutores.
O que eu não esperava e que me surpreendeu muito e elevou o filme a um nível incrível é que o diretor Nikias Chryssos, que também é o roteirista do filme, é mais doente do que o doente que ele já se mostra desde o início de Bloody Tennis.
E ele mostra com surpresas, com reviravoltas, com decisões inesperadas, nojeiras, sanguinolências, mais nojeiras ainda, delírios, que fazem de Bloody Tennis uma das melhores surpresas do Fantastic Fest. E que já já estreia na Shudder e fica disponível por aí.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

