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287/2026 RESIDENT EVIL

E vamos de Residente Evil, o novo petardo da franquia baseada no sucesso dos games onde zumbis, monstros, como você quiser chamar os trecos que existem numa pós morte e querem matar as pessoas porque sim.

Mas por que assistir este novo Residente Evil se os filmes anteriores são tão porcaria?

Vou te dar 2 motivos bem importantes.

Primeiro, o filme foi escrito e é dirigido pelo Zach Cregger, um dos diretores mais inventivos do mais recente horror vindo dos EUA. Isso em uma fase do cinema que o horror está no topo dos gêneros mais inventivos e ousados de nossos tempos.

Cregger é diretor de um dos meus filmes preferidos dos últimos anos, Noites Brutais, conhecido como “o horror do AirBnB”, filme muito assustador, muito bem escrito e sem usar os truques óbvios do horror. O filme está disponível no streaming Paramount+.

Aqui Cregger entende uma coisa importante: os monstros de Residente Evil são mais horrorosos do que nós podemos imaginar e o herói do filme é gente como a gente.

E este é o segundo ponto importante do filme.

Anteriormente, você deve lembrar, a heroína de Residente Evil era vivida pela grande Mila Jovovich, que era uma mulher poderosa, conhecia tudo de armas, estratégias e que deveria conseguir matar os monstros criados pelo vírus podre da Umbrella Corporation.

Era o máximo, mas uma personagem que a gente admirava de longe, algo inalcançável, o que é legal no cinema que cria esses heróis acima de tudo e de todos. Mas cansou esse tipo de herói, hoje em dia ele não funciona mais. Mesmo sendo uma heroína como a vivida pela Mila em muitos filmes da franquia, que era escrita e dirigida por seu marido Paul W. S. Anderson, e eu dizia que era a aposentadoria de ambos, o trabalho garantido da família. Mas deu. Ninguém aguentava mais aqueles filmes.

Cregger criou um herói “normal”neste novo Residente Evil, um cara gente como a gente, tonto, perdido e que não sabe usar uma arma que acaba em sua mão no desespero de ter que matar os monstros, os muitos monstros, que aparecem na sua frente.

Mas Bryan, o entregador de insumos hospitalares que foi contratado para levar alguma coisa pro laboratório da Umbrella.

Ele só é, o que não é pouco, profissional suficiente para que a entrega seja feita de qualquer maneira. E isso quer dizer que ele tem que atravessar uma estrada, uma fazenda e uma cidade inteiras cheias de zumbis que não são como nos filmes dos mortos vivos, mas monstros que se auto alimentam de humanos que os transformam em um zumbi gigante único desgraçado.

Uma coisa legal é que o diretor Cregger deve ter aguentado muita gente dizendo pra ele “o filme tem que ter cara de video game, com cenas em primeira pessoa como acontece no game” e ele poderoso que está, fez algumas dessas cenas mas nada que canse, como acontece em filmes desse tipo.

Mas essas cenas e sequências, que funcionam para o game, funcionam pouco no filme, o que a gente bem sabe, são dois meios diferentes e o segredo é a adaptação ser boa. E por mais que a gente torça pro Bryan entregar o que tem em mãos e salvar o mundo, fica chato ver o cara subindo 28 andares de escada, quase cair do elevador, ter q lidar com monstros surgindo de todos os lados. E eu não entendi ele ter que ficar descalço enquanto anda prédio infectado de gosmas monstras, achei que teria um porquê mas nada.

Não odiei este novo Resident Evil, o horror do filme é ótimo e os monstros formados por vários ex-humanos são maravilhosos, mas faltou drama e sobrou correria de game de console.

Parece que o único filme incrível adaptado de um game é o japonês Saída 8.

Aguardo o próximo.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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