291/2026 LATE FAME

Arthur Schnitzler é o escritor e médico austríaco que dentre outras, lançou Breve Romance de Sonho, no original, Traumnovelle, o livro que deu origem ao último filme do Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados.

Late Fame, Fama Tardia, é o título de seu romance póstumo, que aqui foi adaptado por Samy Burch e transformado em filme pelas mãos de Kent Jones.

O filme é fofo. Mas não muito mais que isso.

Estrelado por um Willem Dafoe que dá um show como Ed Saxberger, um (ex) poeta que hoje trabalha em uma agência de correio, “como o Bukowisk?”, pergunta o fã que o reconhece na rua.

Ele explica que nunca mais escreveu, depois de lançar um livro de poesias 50 anos atrás, é convidado pelo fã para comparecer a reuniões de seu grupo, vários artistas com regras claras que querem produzir arte, inclusive poesia, de formas bem específicas e, segundo eles, revolucionárias para nossos tempos.

Depois de relutar, Saxberger começa a frequentar as reuniões e fica encantado ao descobrir que tem fãs e admiradores, mesmo sem ter escrito uma linha sequer em 50 anos.

Dafoe, um dos grandes atores vivos, cria um personagem ao mesmo tempo simplório, deslumbrado e muito orgulhoso de sua talvez genialidade.

O problema do roteiro, e não do filme, é que as historinhas paralelas, que fdeveriam servir para criar um personagem maior que a vida, essas historinhas sõa irrelevantes.

Até o caso que Saxberger tem com Gloria (Greta Lee), a atriz da trupe, a leitora dos textos, que não sabe se gosta do poeta ou se não está nem aí com nada.

Não li o livro de Schnitzler, mas sabendo do escritor, aposto que a obra original se aprofundava na psiquê do poeta e nos entregava muito mais do que vemos na superfície.

Mas daí pra fazer um filme desses é difícil, já que nem Kubrick foi tão bem sucedido ao adaptar o livro icônico do austríaco.

Mas como eu disse, o filme é fofo, despretensioso com um grande ator em júbilo à frente da câmera.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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