Na minha opinião uma boa cinebiografia é aquela que me faz esquecer do ator que está vivendo uma pessoa real.
Churchill cumpre muito bem esse papel.
O grande Brian Cox, tão forte em seus papéis, some por trás do Winston Churchill humano que nos é apresentado em Churchill.
Aliás, outra coisa que me deixa feliz numa cinebio é mostrar esse lado humano, do dia a dia de figuras que geralmente só conhecemos por seus feitos famosos, para o bem ou para o mal.
Ver como um homem que é considerado “o maior britânico de todos os tempos” trata as pessoas que o cercam, acata e discute com sua esposa, come, dorme, penas, escreve, repensa e vive é muito bacana.
Ver Churchill é saber que ele sofria, caía, quase chorava e respeitava e muito sua esposa, aqui vivida por uma de minhas preferidas, a sumida Miranda Richardson.
O filme se passa nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial, quando Hitler estava prestes a tomar a França de uma vez por todas, quando os líderes aliados se encontravam em lugares abertos e afastados da Inglaterra com medo de ataques surpresas.
Nesse momento a expertise de Churchill, um lutador, como ele mesmo diz, um guerreiro, foi o que fez a diferença e levou a derrota ao eixo.
O filme é muito bem dirigido, contido, clássico e tem uma fotografia fabulosa, bem a cara do que temos visto ultimamente em filmes e séries inglesas, muita luz e sombra, muita luz estourada em cantos e escura em outros, dando o máximo de drama às cenas.
Super recomendo e espero prêmios e louvores a Brian Cox.

