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13/365 PROFESSOR MARSTON E AS MULHERES-MARAVILHAS

Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas

Todo mundo ama a Mulher Maravilha, certo?

Principalmente depois do filme (blergh) do ano passado e do empoderamento feminino e de como é importante a super heroína em um mundo fantástico de super heróis masculinos.

Mas o que poucos sabem (eu incluso) é a história de como foi criada a personagem.

Professor Marston e as Mulheres Maravilhas conta como um psicólogo professor de Harvard, poliamoroso e amante do bondage.

O filme conta essa história bem contada mas é um daqueles filmes que se não fosse pela mulher maravilha e pelo sexo a 3 seria um filme como outro qualquer, (de)mérito da diretora e roteirista.

Voltando à história, Marston era um professor doutor em psicologia, criador do detetor de mentiras, casado com uma também psicóloga. Eles dois se apaixonam por uma aluna e passam a ter uma relação poliamorosa, a viverem juntos, nos anos 1940’s.

Nos EUA conservadores da época, Marston e sua mulher perdem o emprego em Harvard e são meio que banidos do círculo universitário por viverem uma vida proibida e inaceitável.

Se isso causaria espanto hoje em dia, em nossos tempos “modernos”, imaginem 70 anos atrás.

Apesar de tudo, os 3 continuam tentando sobreviver e continuam experimentando e pesquisando a psique humana. Até que um dia Marston se depara com uma loja de fantasias e descobre o mundo do fetiche.

E cai de cabeça com suas 2 esposas.

A partir dessas experiências pessoais e procurando formas de dar continuidade a seus estudos, ele cria uma personagem de quadrinhos, uma super heroína que vive em um mundo só de mulheres, uma ilha onde o primeiro homem que lá aparece é por acaso. E essas mulheres todas se vestem e se comportam como fetichistas despudoradas, como diz alguém no filme.

Nesse universo, o professor agora autor de HQ, sob pseudônimo, coloca todas as suas teorias e ideias sobre psicologia disfarçadas de super poderes, para dizer o mínimo.

Não preciso falar que a personagem vira um sucesso de vendas em princípio e a família volta a viver bem com dinheiro, até que tudo para de dar certo no geral, obviamente, porque contos de fadas não existem na vida real.

E com o sucesso vem a vigilância para entender como uma personagem infantil faz o que faz, como faz e se veste e se comporta quase como numa pornografia às escondidas, como também diz alguém no filme.

Por causa do filme, já tô procurando essas primeiras edições da Mulher Maravilha para ler, fiquei bem curioso.

E só para terminar, uma ressalva: a psicóloga mulher do professor é vivida pela atriz Rebecca Hall, que ontem soltou um comunicado dizendo que está arrependida de ter feito um segundo filme com Woody Allen e que vai doar seu cachê para a associação Time’s Up. E mais, que também está arrependida de ter feito Vicky Christina Barcelona também com o diretor, filme que a revelou no cinema. Mas ela diz que lá não sabia de nada errado sobre Woody Allen e que nem agora sabia, só ficou sabendo depois de ter feito esse filme novo. Cara de pau! Oportunista! Todo mundo, inclusive ela, obviamente, sempre soube que Allen é casado com a filha da ex esposa, e já era casado quando do filme que fez na Espanha. Então, fofa, além de oportunista, você é uma fraude, como dizem hoje em dia, tentando roubar o foco e tentando se desculpar antes que caiam em cima apontando dedos. Rebecca Hall, apenas pare.

NOTA:🎬🎬🎬

(opção pra assistir o filme)

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