É Páscoa, é a ressureição da Netflix com mais um filme bom.
É milagre.
Minha Primeira Luta é ótimo.
É um filme que poderia ser considerado primo do ótimo Roxanne, Roxanne que falei outro dia, também produzido pela Netflix.
Só que Minha Primeira Luta é um filme mais drama, mais “pesado”, como costumávamos falar tempos atrás.
A história é tensa, de uma adolescente perdida em lares adotivos num subúrbio paupérrimo do Brooklyn, NY, tentando sobreviver aos assédios, aos parentes adotivos que de pais não tem nada, com a esperança de viver com seu pai quando ele sair da cadeia.
Seu pai foi um famoso lutador de luta greco romana antes de ser preso e ela, por ter vivido o auge de seu pai e por ter tido lições com ele, acaba entrando para o time da escola que estuda e luta com os meninos e bate neles assim mesmo.
Ela é forte estruturalmente, não se deixa abalar e faz com que todo mundo ache que ela seja forte fisicamente também.
Mas a metáfora da luta é boa nesse caso: ela na verdade sabe se proteger, tem estratégia e força suficientes para usar a força do adversário contra ele mesmo.
Na arena e na vida.
Mas isso não é o suficiente para alguém que não tem mãe, que tem o pai preso e que não tem amor em casa, como o filme deixa claro.
Óbvio que ela lutando contra os meninos, que seriam mais fortes que ela, também é uma forma de mostrar para seu pai que ela sim é poderosa e pode voltar a viver com ele, mesmo ele tendo saído da cadeia e não tê-la procurado.
Como falei, o filme é drama drama mesmo, como a gente gosta.
Além disso é bem escrito e muito bem dirigido pela estreante Olivia Newman e olha, já quero os próximos filmes dela.
O filme estreou no SXSW semanas atrás e já tá disponível.
Lindo.
NOTA 🎬🎬🎬🎬

