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95/365 TILT

Tilt é um verbo da língua inglesa que significa literalmente “inclinar”.

Mas para os velhos jogadores de fliperama, tilt era quando a gente batia com força na máquina ou levantava a máquina pra não perder a bolinha e a máquina travava, dava tilt.

Tilt é o nome do documentário que Joe, um diretor de filmes lança e faz sucesso, claro que sobre fliperamas.

Mas no filme Tilt, Joe está 2 anos depois do lançamento do documentário em uma crise absurda de trabalho, de inspiração e pior de tudo, uma crise em seu casamento.

Resumindo, deu um tilt no Joe.

E o tilt vai piorando com o passar do filme, que começa como um drama de casal em crise por causa da crise do marido e que, aos poucos, vai se tornando uma história de terror do dia a dia.

Joe vai pirando cada vez mais com os pequenos detalhes da vida cotidiana e sua mulher Joanne fica cada vez mais sem entender o marido, achando que a crise profissional é a real responsável pelas atitudes diferentes de seu marido.

Tilt é o segundo filme dirigido pelo também diretor de arte Kasra Farahani.

Em 2016 ele lançou o bacaninha The Good Neighbour, sobre um vizinho supostamente nazista de uns moleques curiosos.

Com Tilt, Farahani achou sua voz.

O clima criado no filme é muito bom, com uma trilha perfeita e uma direção acertadíssima.

Tilt é um indie bom e barato, com atores não muito conhecidos, com um roteiro ousado e com, até agora, o final de filme mais perturbador do ano.

Vou repetir: Tilt tem o final mais perturbador do ano até agora, começo de abril.

NOTA 🎬🎬🎬🎬

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