Tilt é um verbo da língua inglesa que significa literalmente “inclinar”.
Mas para os velhos jogadores de fliperama, tilt era quando a gente batia com força na máquina ou levantava a máquina pra não perder a bolinha e a máquina travava, dava tilt.
Tilt é o nome do documentário que Joe, um diretor de filmes lança e faz sucesso, claro que sobre fliperamas.
Mas no filme Tilt, Joe está 2 anos depois do lançamento do documentário em uma crise absurda de trabalho, de inspiração e pior de tudo, uma crise em seu casamento.
Resumindo, deu um tilt no Joe.
E o tilt vai piorando com o passar do filme, que começa como um drama de casal em crise por causa da crise do marido e que, aos poucos, vai se tornando uma história de terror do dia a dia.
Joe vai pirando cada vez mais com os pequenos detalhes da vida cotidiana e sua mulher Joanne fica cada vez mais sem entender o marido, achando que a crise profissional é a real responsável pelas atitudes diferentes de seu marido.
Tilt é o segundo filme dirigido pelo também diretor de arte Kasra Farahani.
Em 2016 ele lançou o bacaninha The Good Neighbour, sobre um vizinho supostamente nazista de uns moleques curiosos.
Com Tilt, Farahani achou sua voz.
O clima criado no filme é muito bom, com uma trilha perfeita e uma direção acertadíssima.
Tilt é um indie bom e barato, com atores não muito conhecidos, com um roteiro ousado e com, até agora, o final de filme mais perturbador do ano.
Vou repetir: Tilt tem o final mais perturbador do ano até agora, começo de abril.
NOTA 🎬🎬🎬🎬

