Misandria, do grego, é o ódio, desprezo ou preconceito contra o homem ou o menino.
As Misandristas é o novo filme do Bruce LaBruce, o ícone diretor canadense, mais gay e mais radical e mais bacana de todos.
As Misandristas é a versão gay e radical e feminista e sapatona de O Estranho Que Nós Amamos, da Sofia Coppola.
No filme, um homem machucado e fugindo da polícia é encontrado por um estudante de uma escola “religiosa” para meninas de fachada, só que comandada por freiras que poderiam ter saído do pussy riot, que comandam um grupo de terrorista feminista radical.
Lindas!
O legal dos filmes do Bruce é, além do sexo explícito, que sempre tem, o bom humor também radical.
E a coragem que ele tem de detonar todo mundo, não tão sutilmente na maioria das vezes.
Neste filme, ele acaba com todos os mitos do machismo e da dominação machista na sociedade moderna.
Mas apesar de ser seu filme mais “comercial”, nada que Bruce LaBruce faça é de fácil aceitação ou deglutição, sempre acaba meio que parado na garganta, sem saber se a gente engole ou cospe.
E isso não foi um trocadilho infame.
Detalhe: a musa diretora americana transgressora Kembra Pfahler é uma das radicais do grupo terrorista.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

