Meses atrás eu assisti essa belezura de filme inglês, O Ritual, e fiquei esperando lançar na Netflix para postar e indicar.
Como já estreou mundo afora e por aqui nada, vou colocar o link do torrent ao final do post.
Ou se você tiver algum VPN, assista pela Netflix gringa, que o filme é o máximo.
Pra começar, o filme é um neto de um dos meus preferido, O Homem de Palha, um descendente direto desse clássico do terror pagão ritualístico.
Só que ao invés de se passar em uma ilha escocesa, O Ritual se passa em uma floresta nórdica, onde existe a lenda de uma força sobrenatural que é dona da parada.
Apesar de a crítica especializada, outro monstro antigo e pagão, definir o filme como um terror de acampamento, vá por mim, não é porque 4 amigos vão passear na floresta que o filme é o típico Evil Dead ou algo assim.
Não tem adolescente, não tem mina gostosa, não tem moleque burro fumando maconha, o grupo de 4 amigos resolve fazer essa viagem em homenagem ao quinto deles que morreu brutalmente assassinado 1 anos antes em um assalto.
Em sua homenagem, os 4 sobreviventes resolvem fazer a viagem que era da vontade do amigo morto.
E lá se vão para uma epopéia não só pela viagem, mas também uma epopéia interna onde eles se ressentem pela morte do amigo e que um deles, que estava presente no assalto e não se conforma que poderia ter ajudado para que o quinto não fosse morto, não o fez e a culpa é enorme.
O que ele não sabe é que os outros 3 também o culpam, o que vai ficando claro na viagem quando eles se perdem na floresta e devem tomar decisões desesperadas.
Só que essas decisões acabam os levando a um lugar onde o tal monstro, ou a tal força do mal, é adorada por aldeões do mundo moderno que os caçam e os capturam.
Eles, claro, se preocupam, mas não imaginam as razões de sua prisão e muito menos os o que os esperam daqui para frente.
O Ritual é um daqueles filmes que, para a nossa sorte, não deve ter tido muito dinheiro para ser feito e que fez com que seu diretor mostrasse a que veio. E David Bruckner mostra muito bem.
O cara não só controla perfeitamente todo o drama do primeiro terço do filme com a morte, a viagem e as discussões dos amigos como domina lindamente o resto do filme, o terror em si.
Palmas para ele, e palmas para o ator principal que dá um showzinho, muito bem dirigido, Rafe Spall.
A cereja do bolo em O Ritual são as sequências surreais de sonhos dos amigos, onde nós por momentos nos perdemos nos devaneios e nos deixamos levar pela fantasia que nos impregna de imaginação do além, nos deixando sem saber se o que estamos vendo deve ser levado em consideração ou se a viagem é maios do que podemos imaginar.
Para terminar, o monstro da floresta é uma das mais lindas homenagens a H. P. Lovecraft do ano e a sequência final de perseguição na floresta é de não sair da cabeça por alguns dias e nos assustar quando lembrada.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

