Obediência é daqueles filmes obrigatórios pelos quais eu faço até promessa pra que ele esteja de alguma forma acessível, que seja no cinema ou em algum site de streaming.
O filme inglês, indie até o talo, conta a história de Leon, um moleque de 19 anos de idade do subúrbio londrino, filho de mãe alcoólica tão fudida que quando ele completou 15 anos, pediu para não morar mais com ela.
Agora ele passa por aquela fase de ser grandão, boxeador forte, com os amigos todos à flor da tensão pós adolescente onde roubar uma bolsa, fumar maconha até cair, beber e brigar em festa e fugir de polícia é o comum.
O que ele não esperava era se encantar por uma loirinha pequenininha e linda que mora em uma ocupação, tira fotos, tem um barco/casa e que se envolve com Leon, apesar de ter um namorado.
Já em casa, Leon tem que aguentar a mãe e seu namorado Chris, um inglês branquelo, cheirador, que o ameaça o tempo todo e faz com que Leon se segure pra não acabar com ele.
Leon e sua turma, claro, não saem da rua e vivem em meio a uma turbulência no país onde a polícia começou a matar indiscriminadamente, como nunca aconteceu antes na história da ilha da rainha, sendo esse mais um problema que esses jovens não privilegiados tem que enfrentar.
Obediência é uma pérola, um filme perfeito, um exemplo de roteiro e principalmente de ritmo.
O diretor Jamie Jones em sua estreia no cinema, mostra que ele possui grandes atributos, sendo um dos maiores ter escolhido o jovem e promissor ator Marcus Rutherford para ser seu Leon.
Mas seu maior gol foi ter conseguido montar um filme a partir de um roteiro perfeito onde ele vai nos envolvendo de uma forma tão potente com um crescente de emoções e de tensão, no melhor e no pior dos sentidos, que ao final de Obediência eu me percebi com a respiração quase presa, hiperventilando.
O alívio, nesse caso, foi por poder respirar normalmente de novo e por ter presenciado o nascimento de um clássico do cinema inglês recente.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬🎬

