Ainda na minha pesquisa na Netflix achei esse filminho perperdido, iBoy, de 2017.
Em princípio iBoy é um filme teen bem violento e estranho.
Depois ele parece ser um filme de super herói ou de super vilão, como queira, disfarçado, tipo um Brightburn da periferia de Londres.
iBoy é tudo isso, mas é principalmente um filme sobre a vida estúpida que os moleques dessa periferia vivem, um retrato da violência, falta de educação, vontade de ficar “rico/famoso” pelos caminhos mais escusos do tráfico, assalto, roubo, estupro e até assassinatos brutais.
Exatamente o que vemos em toda periferia de cidades grandes ao redor do mundo.
Tom é um introvertido meio nerd que em um dia por fata de sorte, vai até a casa de uma amiga que está sendo estuprada por um gangue. Ele é visto pelos caras, tenta fugir e leva um tiro na cabeça.
Para sua sorte, enquanto corria ele tentava ligar para a polícia e seu celular o salva da morte.
Só que pedaços do celular que explode ficam alojados em seu cérebro o que acaba lhe dando super poderes, como se comunicar com qualquer celular ligado e controlá-lo.
Tom decide usar desse seu “super poder” para vingar o que aconteceu com sua amiga Lucy (Maisie Williams, a Arya de Game Of Thrones).
E ele pega pesado, não poupa ninguém, num ataque de fúria incrível, mostrando que mais uma vez, assim que alguém consegue um poder, esquece de tudo e faz questão de usar esse poder como quiser.
iBoy é bom, é violento, tem um roteiro bem contado mas tem um problema que quase o estraga: tem todos os clichês de filme de gangster inglês (que eu tanto amo).
Só que enquanto esses clichês funcionam em filmes, digamos, adultos, iBoy, um filme adolescente, tem gangster de filme adolescente, o que deixa tudo no meio do caminho, principalmente quando entram os gangsters adultos que mandam em tudo.
NOTA: 🎬🎬🎬

