Todo mundo conhece uma das histórias policiais americanas mais estúpidas de todas, né, a da Sharon Tate, grávida de 8 meses, uma das estrelas de Hollywood mais promissoras da época, assassinada pelo bando do Chales Manson em 1969?
Falei disso recentemente aqui, em um filme que foca nas 3 principais seguidoras do assassino doidão.
Bom, agora uma besta quadrada de um diretor fez um filme com foco na própria Sharon, quando ela volta de uma viagem e chega em casa 3 dias antes do massacre.
The Hauting of Sharon Tate começa mais ou menos e vai se encaminhando pro desastre total.
O elenco encabeçado por Hilary Duff até é bom, com destaque pro americano Pawel Szajda como um amigo do Polanski, o marido de Sharon, que estava em Londres.
O problema é que o diretor e roteirista Daniel Farrands não sabe dirigir nem uma porta, mesmo que seu papel no filme fosse ser aberta e fechada.
Ele consegue deixar a Hilary parecendo estar carregando uma melancia grudada à barriga o filme inteiro, de tanta cena sem sentido que ela tem que viver e de tão ruim que é a barriga de grávida de mentira. Ele deve achar que mulher grávida tá sofrendo e precisa segurar a barriga o tempo todo pra ela não cair.
E o roteiro?
Bom, em um momento constrangedor do filme, Sharon está na piscina com seus amigos e do nada começa a declamar um texto estúpido pseudo-metafísico que deve ter saído da boca de um coach qualquer de hoje em dia (o do diretor?) falando em vidas e realidades paralelas como sendo explicação de felicidade.
A partir daí, os maiores absurdos acontecem num roteiro sem pé nem cabeça que levam o filme ao pior final possível. Parece um filme de terror adolescente dos anos 80 que de tão ruim, nunca passou em lugar nenhum, ficou engavetado até hoje.
Pra quem não sabe, enquanto o diretor prepara uma filmagem, ele monta um shootin board. Sabe o que é history board, aqueles quadrinhos desenhados de cada cena? O shooting board é feito a partir desses quadrinhos mas já com as indicações do diretor para movimento de câmera, enquadramento preciso, indicação de luz e tudo mais.
Daí tem gente que faz uma pseudo animação com esses quadrinhos, bem despretensiosa mesmo, pra sentir ritmo do filme.
Este filme parece uma shooting board mal feito de tão ruim que é: mal editado, mal enquadrado demais.
Apesar de tudo, 2 coisas são boas no filme.
Em um momento de desespero, Sharon/Hilary está presa no banheiro desesperada ao telefone em uma cena que é uma bela homenagem à Repulsa Ao Sexo, um dos ótimos filmes de Polanski muito bem homenageado.
Outra boa é a trilha do filme e a edição de som: incríveis.
A trilha do Fantom é quase uma personagem do filme, dando o tom de terror e de tensão que acabam se sobressaindo a tudo por causa da edição de som.
De resto, é um filme a ser esquecido, infelizmente.
Há tempos não via um elenco tão promissor ser tão desperdiçado em uma das histórias mais icônicas do fim da era hippie americana em um filme tão desprezível.
Hoje, dia 5 de julho, começo do segundo semestre declaro esse The Hauting of Sharon Tate o pior filme de 2019.
NOTA: 1/2🎬

