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248/2019 VISION

Naomi Kawase, Naomi Kawase, Naomi Kawase.

Tsc, tsc, tsc.

Pra quem não conhece, Naomi é uma diretora japonesa bem peculiar.

Seus filmes, não vi todos, mas os que vi sempre batem na trave pra mim, sempre deixam muito a desejar.

Vision não é diferente.

Mas eu descobri a história da mais recente bomba da Naomi.

Um dia ela acordou e enquanto escovava os dentes, percebeu que um raio de luz diferente estava entrando pela janela do banheiro. Na hora ela pensou no sol do Terrence Malick, naquela fotografia belíssima de natureza, daqueles filmes chatérrimos do diretor americano.

E ela resolveu que a partir daquele momento seria a Terrence Malick japonesa.

E a fofa fez Vision.

Vision é o nome de uma erva que nasce a cada 997 anos (número primo) e que é capaz de curar todos os males e todas as dores do ser humano.

Pelo menos no mundinho da Naomi.

Daí ela chamou a chapa Juliete Binoche pra contar a história de como a tal da vision nasceria agora, transformando Binoche numa cientista francesa que vai pro meio da floresta japonesa atrás da erva.

(vou falar bastante erva porque no filme eles deixam claro que o treco é uma erva e também porque erva é maconha e o filme é muito da maconha)

Ao chegar na floresta, a cientista encontra um cara que mora por lá, numa casa linda, sozinho com seu akita e que conhece aquela floresta como a palma de sua mão.

Mas ele nunca, nunquinha, nun-ca ouviu falar dessa tal de vision.

Como ele é um fofo, oferece sua casa idílica para que a cientista lá se instale e procure a erva, vai que ela acha e ele também se aproveita da erva da francesa.

O que acontece daqui pra frente no filme é um enigma.

Nos anos 1980’s, quando eu comecei a frequentar a Mostra, do alto dos meus 15 anos de idade e assistia aqueles filmes estranhos, tipo um filme húngaro com legenda em italiano, ou um russo com legenda em francês, eu por muitas vezes saía da sala de cinema e dizia que não tinha entendido os filmes.

Não que eu não tivesse gostado ou tivesse gostado, eu juro que eu não os entendia.

Ou pelo menos eu achava, porque hoje em dia, quando cai um filme desses na minha frente eu tenho certeza que eu entendi o filme e que o achei uma grande bosta.

Esse é Vision.

em 1982 eu teria dito que não entendi a viagem de erva da japonesa. Em 2019 eu digo que Vision é fácil o filme mais pretensioso e errado do ano.

Naomi poderia ter transformado o filme em uma ficção científica (dei a dica no número primo dos anos) ou num filme de viagem de drogas (dei a dica na erva) mas não, ela preferiu fazer uma bosta tipo as bostas do Malick, que acha que filmar árvores se curvando ao vento, raios de sol entrando pela floresta, pessoas dançando e se esfregando no chão em câmera lenta justificam fazer com que o espectador perca 2 horas de sua vida.

Vision é uma, com o perdão da comparação, siririca longa. Naomi ficou lá na masturbação fílmica esperando que todo mundo entre na dela.

E fofa, desculpa aí mas ninguém comprou não.

A masturbação intelectual e pior, a masturbação auto indulgente de Vision é de fazer desacreditar que não só alguém acredite num projeto desses mas também como que distribuidoras como a brasileira caem nessa cilada.

Em tempos de Parasita, Assunto de Família e Bacurau, ou até mesmo de porcarias de super heróis, Vision é o filme que se pretende sair da curva mas que acaba nos levando para um abismo sem fi(l)m(e).

NOTA: 🎬

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