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281/2019 SOMBRA LUNAR

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Sombra Lunar é a prova cabal de que eu AMO filmes de viagem no tempo.

O filme é bem meia boca e eu achei o máximo. Como assim, minha gente?

Começa que o filme é dirigido pelo Jim Mickle, que já fez um monte de filme e nem unzinho digno de claquetes relevantes para estarem aqui. E olha que eu falo de porcaria.

Quer dizer, começa que o filme é uma produção da Netflix, e a gente sabe que eles tem forçado nossa amizade lançando umas coisas bem duvidosas.

Daí o filme é “estrelado” (entre aspas mesmo) pelo Boyd Holbrook, que tava ruim em Narcos (e pra estar ruim em Narcos é que a coisa foi feia).

Boyd é um policial atrás de uma serial killer que ataca e mata a rodo e de repente desaparece. Premissa boa.

O filme começa em 1988, o policial pira com o que a mulher faz, como ela aparece e principalmente como ela desaparece.

Só que 9 anos mais tarde acontecem uns assassinatos parecidos com os de 1988 e por câmeras de segurança ele vê que a assassina é a mesma de tempos atrás.

E ele pira.

Principalmente depois de receber informações de um cientista dizendo que ela “aparece” a cada 9 anos por causa de um ciclo lunar específico. Onde ela consegue viajar no tempo por causa disso.

Aí começa o problema do roteiro: o policial larga tudo, a filha, a carreira, tudo mesmo e passa os próximos 9 anos esperando que a fofa apareça de novo para prendê-la.

E mais 9 anos. E depois mais 9 anos.

Obsessão? Quase nada.

Mas o legal demais do filme é a explicação para as viagens no tempo, o que pra mim compensa todos os problemas anteriores.

Sombra Lunar pode ter uma fila de defeitos e bobagens e más atuações e personagens erradas mas quando fala do que interessa, de seu assunto principal, de viagem no tempo, vira filmão.

Porque é muito fácil errar e escrever qualquer coisa para ser filmada em ficção científica e fantasia, já que nesse caso principalmente, faltam provas concretas de suas possibilidades.

Mas Sombra Lunar consegue criar um universinho estranho e ter explicações razoáveis a suas teorias esdrúxulas.

Que no fim das contas é o que importa, mesmo tendo o nosso Drexter amor Michael C. Hall no pior papel de sua carreira.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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