060/2021 PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI: AGORA E PARA SEMPRE

Um guilty pleasure meu, um segredinho besta, é gostar muito de comédia romântica.

O Amor Acontece, a inglesa Love Actually, é um dos filmes que eu mais choro no filme. Só de lembrar já me arrepia.

Apesar dos pesares, sou um romântico incondicional.

E por isso eu gosto muito de assistir esses filmes açucarados que por vezes entram na moda, por vezes dão uma diminuída de produção, mas sempre tem um ou outro disponível.

A trilogia da Netflix Para Todos Os Garotos Que Já Amei chega ao final com o Agora e Para Sempre onde a fofa demais Lara Jean e seu namorado também fofo demais Peter estão no final do ensino médio e com isso o futuro do namoro depende que ambos sejam aceitos na mesma universidade.

Bom, como toda comédia romântica média, a gente sabe exatamente o que vai acontecer nesse filme, ainda mais sendo tão bunda mole, onde o grande drama é quem sabe um dia na universidade o casal principal finalmente transar.

Ser bunda mole não é o maior dos problemas da trilogia docinha e fofinha.

O problema é que os filmes foram criados, como dizem ultimamente, via algoritmos, com todos os pontos principais que apareceram nos grupos de estudo e de “criação” do filme todos resolvidos por um roteiro esquemático, a partir de uma coleção de best sellers adolescentes.

Os roteiros dos 3 filmes caberiam em uma tabela de excel, onde tudo acontece exatamente onde deve acontecer para que resolva uma questão anterior e abra uma próxima, sem dar chance para que a audiência se envolva demais com os personagens torcendoo para o sim ou para o não.

Até a direção do filme é esquemática, os personagens são tão “perfeitinhos” em suas funções que parecem que são vividos por robôs. Melhor seria, na verdade, se o filme fosse todo feito em realidade virtual, por exemplo. Parece que a escolha de elenco real foi só para baratear a produção.

A coisa boa de assistir esses 3 filmes é aprender a entender um roteiro, é prestar atenção como nós espectadores somos hipnotizados com os mínimos detalhes para sentirmos exatamente o que o diretor, a produção, quer que sintamos.

Mas se prestarmos atenção em tudo o que acontece no filme, aos 15 minutos do primeiro filme já ficamos “vacinados” e a partir de então, o jogo a ser jogado é adivinharmos as próximas cenas, o desenrolar do filme e no terceiro filme da série, já conseguimos adivinhar até umas linhas de diálogo, de tão óbvio que tudo é.

Belo exercício.

NOTA: 🎬🎬1/2

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