334/2021 HOUSE OF GUCCI

Nem sei por onde começar.

Mas sei a conclusão: House Of Gucci é uma bobagem gigantesca.

Muito mal escrito, com um elenco bizarro e com uma tentativa estapafúrdia de hypar a Lady Gaga quando o filme é do Adam Driver.

E pior, tenho certeza absoluta ue a ideia do povo falar com sotaque de novela das 6 foi da própria Gaga, o que só piorou o filme em tipo 50%.

Desde quando em Hollywood fazem filme com ator que fala inglês fazendo sotaque tosco dos personagens gringos que eles interpretam?

Imagina O Poderoso Chefão com sotaque. Não? Eles eram americanos?

Tá, imagina Les Miserables com sotaque francês.

Ou o Daniel Craig e a Rooney Mara com sotaque sueco em Os Homens que Odeiam as Mulheres.

Mas não, a “italiana” Lady Gaga precisava fazer o sotaque russo dela pra cagar de bruço no novo filme do Ridley Scott.

Ridley Scott, quem diria.

E sabe o que é pior?

House Of Gucci é tão preguiçoso que segue um monte de padrões de Hollywood, básicos, que a gente enxerga pelo filme inteiro, inclusive padrão que o próprio Scott usa em seu outro filme lançado esse ano, O Último Duelo.

Ridley Scott começa ambos os filmes, lançados com 6 meses de diferença, da mesma forma: nos contando o que poderá ser a cena da morte de seu personagem principal e parar antes da morte em si.

Igualzinho.

Só que um se passa na França no século XIV, House of Gucci se passa na década de 1980 onde o herdeiro do império falido de roupas se casa com a herdeira de um império de caminhões (brincadeira) bem animada por virar milionária, disposta a tudo, até passar 20 anos na cadeia.

Outra coincidência entre os 2 filmes é a duração: ambos tem 2 horas e 30 de duração.

Quer dizer que em 2021 eu assisti 5h de filmes de Ridley Scott e odiei cada minuto.

Claro que o filme é perfeito tecnicamente e tem uma trilha de músicas da época incrível. E só.

Não tem roteiro que segure um elenco errado.

Pra que colocar uma não atriz para fazer um papel tão cheio de camadas e detalhes?

Pra que colocar o Jared Leto se você vai encher o cara de maquiagem e espuma pelo corpo inteiro que vai deformá-lo todo e o transformar em outra pessoa fisicamente quando você poderia usar um ator gordinho careca feioso?

O filme tem tanta cena constrangedora que a lista seria enorme mas pra mim o top 3 vai para: Lady Gaga indo contratar os assassinos do ex marido se fazendo de caminhoneira sapatão andando como se estivesse cag@ada de perna aberta; Lady Gaga esperando o ex marido a noite mostrando um álbum com fotos da filha, chorando com a cara limpa; Lady Gaga revirando os olhinhos na cena de sexo.

Que. Vergonha.

Uma cena que me representa no filme é quando, obviamente, Lady Gaga como Patrizia se senta pra conversar com a amante do marido, fala um monte e a mulher não fala nada, só vira os olhos, faz cara de “foda-se” e deixa a fofa falando sozinha.

O roteiro (e provavelmente o livro, que obviamente eu não li), tentam passar a imagem da assassina Patrizia como uma mãe exemplar, que só pensa no melhor para sua filha. Só que em 2h30 de filme a menina aparece em nem 3 minutos. Não tem filha certa. Cadê a família, cadê a filha?

A única coisa legal do filme pra mim foi ver a loja da Gucci da 5a Avenida em Nova York porque em 1983, quando fui pra lá pela primeira vez, eu comprei naquela loja 2 jaquetas que tenho até hoje, inteirinhas, lindas.

NOTA: 🎬🎬

2 pensamentos sobre “334/2021 HOUSE OF GUCCI

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