333/2021 SILENT NIGHT

Ah que demais a surpresa que foi assistir esse filme.

Eu quase não vi Silent Night por causa do poster, que olhei de relance e nem me interessei pelo trailer pois preguiça de filmes de Natal.

Mas lendo umas coisas semana passada li que Silent Night era o melhor filme de fim de mundo do ano. Reli, fui confirmar e era o filme de Natal do poster fofo.

Acabei me animando mais ainda pelo elenco do filme, olha a lindeza: Keira KnightleyMatthew GoodeRoman Griffin DavisAnnabelle WallisLily-Rose DeppSope DirisuKirby Howell-Baptiste, Lucy Punch, Rufus Jones.

Silent Night começa mesmo como um filme fofo de Natal.

Nell, Simon e seus 3 filhos estão em sua casa de campo lindíssima se preparando para a ceia de Natal e esperando seus amigos e suas famílias chegarem.

Tudo é perfeito: o cenário, a comida, as roupas, as bebidas (não tem água), os enfeites.

A tensão da espera é grande e veremos que a saudade era grande, já que todos se abraçam como se há muito não se encontrassem.

Quando todos já estão à mesa, prestes a comer, eles resolvem agradecer e aos poucos vamos percebendo que alguma coisa está errada.

E que essa alguma coisa é gigante: a Rússia vai atacar a Inglaterra exatamente a meia noite com um gás mortal que faz os órgãos das pessoas explodirem e elas sangrarem pelos olhos, nariz e boca até morrerem sofrendo muito.

Bonzinho que é, o Governo Britânico distribuiu pílulas de veneno para toda a população ter uma morte mais digna, vejam só.

O problema é que tem gente na casa que não quer tomar a tal pílula.

E a discussão sobre vida e morte e sofrimento e obediência vem à tona da forma mais besta possível, ao que parece.

Mas Silent Night não é nada do que parece.

Não é um filme fofo, não é um filme onde as trocas de presentes serão suficientes, ou as bebedeiras natalinas, ou as comidas ou mesmo a maconha, nada é suficiente para a realidade que está por vir: morrer com o gás russo ou com a pílula britânica.

Silent Night poderia ter sido um dos melhores filmes de 2021, um dos mais surpreendentes, se não fosse a inépcia da diretora estreante Camille Griffin.

Ela tenta demais fazer enquadramentos espertinhos, sair do lugar comum, mas erra em 90% dos casos.

Ou ela ousa ou não ousa, não dá pra tentar ser inovadora na câmera e não ser no conteúdo.

O roteiro é quase bom, com uns erros de conduta de personagens que não acreditei que não tinha ninguém lá na hora pra falar “gente, tá errado, não é bem assim”.

Basicamente os defeitos de Silent Night se devem a falta de atenção geral e a uma diretora que não sabe dirigir ainda.

Uma pena, porque se fosse um pouquinho melhor poderia render umas continuações incríveis porque o filme termina bem demais (ou não).

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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