Querido Al Pacino
Kiki tá acontendo?
Kiki houve?
Al, quem te disse que para viver um padre exorcista em 1928 (provavelmente franciscano, pelas vestes), você deveria usar um cabelo milimetricamente despenteado, igual o cabelo que você usa em 2025?
Quem tem disse (foi a mesma pessoa?) que um padre lá em 1928, vindo da Europa e morando nos EUA não teria sotaque nenhum? E pior, quando solta um termo francês, o diz com o sotaque tosco de um americano que não consegue falar o “R” francês?
Quem na sua equipe é responsável por ler os roteiros de filmes que lhe são enviados, quem é essa pessoas que leu esse roteiro inteiro e que pior, o convenceu a fazer esse filme?
Pacino, será que você não vê filmes? Será que você não sabe que se o roteiro de um filme de exorcismo, de possessão, principalmente se for baseado em história real não deve existir se não for no mínimo igual a O Exorcista ou, vai, vamos chutar, igual a O Exorcismo de Emily Rose?
Pacino, por que fazer um filme se você errou em absolutamente tudo com seu personagem, do tal padre franciscano de cabelo malucão e barba que dá pulos de continuidade? Como você não percebeu que o diretor era bem porcaria? Como você não se ligou que tudo era mal feito? Como você não olhou o cenário e disse ïsso não parece ser 1928″?
Quando a gente vê uma atriz, um ator como você num lixo desses, Al, a gente pensa “é muito boleto, tá com a pensão atrasada das 18 filhas”, mas duvido que seja se caso, Pacininho do coração.
Assistir O Ritual, que é baseado na sessão de exorcismo mais longa que já ocorreu nos EUA, foi uma tortura e não pelo motivos bons. Eu tinha lido que era ruim, tava com medo de assistir a noite e eu só não dormi porque queria ver outro filme ainda.
Ah, só não dei nota menor porque o Dan Stevens, que faz o padre da paróquia onde o exorcismo acontece, tá bem, com um personagem bem construído e principalmente bem fotografado, o que me faz concluir que o diretor estava bem a fim do Stevens.
E que se foda o Pacino, deve ter sido o que o diretor pensou.
NOTA: 🎬

