Eu vi uma entrevista semana passada da Charlize Theron (a dona desses filmes) com a Uma Thurman (a grande estrela desse novo) onde a atriz preferida do Tarantino dizia que depois dela fazer a noiva em Kill Bill, ela nunca tinha pensado em voltar a fazer um filme de ação e por isso focou sua carreira em dramas e comédias românticas indies.
Até que ela foi convidada pela Charlize, leu o roteiro desta continuação do ótimo The Old Guard e resolveu fazer um filme onde ela lutaria com espadas. De novo.
Como eu falei do Al Pacino outro dia sobre ele ter feito um lixo de horror, também acho que a Uma deveria sofrer uma intervenção ou melhor, deveria despedir todo o seu staff, seus empregados, até a faxineira, todo mundo que deixou que ele perpetrasse esse que é definitivamente o pior filme de 2025 e não sendo alarmista, um dos piores filmes do século XXI.
O primeiro The Old Guard era ótimo, ideia bem boa sobre “super heróis” eternos, que não poderiam morrer, lutando contra o mal e se escondendo ao mesmo tempo. E eu amei muito porque me lembrou muito de Highlander, O Guerreiro Imortal, um dos filmes mais legais dos filmes legais, sobre guerreiros escoceses que não podia morrer a não ser que tivessem suas cabeças cortadas. Decepadas. Separadas do corpo.
The Old Guard 2 parece um filme feito com sobras de cenas de The Old Guard 3. Mas se a Netflix, co-produtora do filme, tiver alguma vergonha na cara, eles nem deveriam lançar o 3 porque o nível aqui chegou ao décimo segundo subsolo. E descendo.
Este filme parece um episódio qualquer de uma série dramática longa, daquelas com 20 episódios por temporada, todos de 1 hora, onde chega um momento que eles fazem um episódio de enrolação, onde nada acontece, para o público meio que dar uma relaxada.
Só que aqui o problema é que The Old Guard 2 é super levado a sério. Pela produção e direção, claro. Porque não dá pra levar a sério um filme que tenha uma sequência onde 3 desses imortais amigos ficam lutando para verem quem é melhor com espadas ou adagas ou sei lá o que mais.
Ou levar a sério outra sequência de luta onde 2 mulheres imortais que se amam há 5000 anos mas que estão separadas há 2 mil anos tenham uma briguinha de dar tapas e chutes meio artes marciais com a pior coreografia do cinema em um beco bem estreio, daqueles que a gente já viu em todos os Missão Impossível, por exemplo, e que ninguém mais aguenta ver porque no meio do beco tem um barril que uma joga em cima da outra.
Ou levar a sério a grande briga das 2 mais importantes imortais, que usam suas armas mais incríveis e que termina como se eu estivesse numa luta de boxe com o Popó onde ele ganha 1 milhão de reais se me bater e eu ganho nada, ou melhor, tenho que pagar 1 milhão de reais pra ele se eu apanhar.
Ou pior: quem acredita em um roteiro onde uma usina atômica prestes a explodir esteja vazia e os bonzinhos chegam de moto, entram, ouvem o comando do mago da tecnologia que ficou no carro mas vai os guiando pelo computador (oi Missão Impossível de novo) e os malvados nem aí.
Ou quem aguenta uma sequêcia onde a personagem principal do filme vai andando pelas ruas e o cenário vai mudando refletindo os séculos pelos quais ela já passou e onde encontrou seus companheiros, que mais parece um comercial de banco ou de Johnny Walker.
Só faltou a locução em off da Fernanda Montenegro e um texto de publicitário de agência banida do Festival de Cannes que teve que devolver os leões que ganhou esse ano.
Pra terminar, queria entender quem chamou a Victoria Mahoney (oi?) pra dirigir esse filme. Deve ter sido a mesma pessoa que deu pra ela todos os DVDs de Missão Impossível para ela decorar, decupar, copiar e colar, do tipo copia mas faz diferente. Ela foi lá e fez, diferente e mal feito.
A meia claquete de nota foi pelo Matthias Schoenaerts que se “imola” pelo filme, tadinho dele.
NOTA: 1/2🎬

