Ai que saudade que eu tava de um bom filme de viagem no tempo.
Até descobrir que Redux Redux, o petardo dos irmãos Matt e Kevin McManus é mais que isso.
O filme é sobre Irene (a ótima Michaela McManus, que me lembrou muito a Yvone Strahovski de The Handmaid’s Tale) uma mulher que está desesperadamente procurando por sua filha desaparecida.
Enquanto não a encontra ela vai matando Frank (Michael Manuel), o assassino de sua filha.
Sim, isso mesmo. Irene parece que viaja no tempo para tentar encontrar sua filha antes que Frank a mate.
Ela não encontra a filha mas lá pelas tantas encontra Mia (Stella Marcus) e a salva antes de ser assassinada pelo serial killer. E para Maia ela explica que na verdade ela viaja pelos multiversos, pelos vários universos que são criados a partir de todas as combinações de possibilidades de fatos.
Com sua máquina do tempo, ou com sua máquina de viagem entre as camadas, ela espera encontrar a filha em uma delas. Enquanto isso, ela continua matando Frank.
Ah, e diferente de viagem no tempo onde a pessoa precisa marcar na máquina pra onde e quando quer voltar, aqui ela sempre volta para o mesmo lugar, a cidadezinha onde ela mora/morou/morará com a filha, em alguma nova ou velha ou futura dobra de tempo.
O que me fez gostar logo de cara de Redux Redux é que os irmãos Matt e Kevin McManus já começam o filme com os 2 pés no peito e vão explicando pelo caminho, o que é sempre mais excitante pra mim. E o que me deixou um pouco irritado no início achando que alguma coisa estava errada. Mas o que estava errada era minha ansiedade por ver tanto filme quase bom, que entrega tudo mastigado.
Irene é uma das personagens mais interessantes e mais punks do ano. O amor que a mãe tem pela filha desaparecida é proporcional ao ódio que ela sente pelo serial killer e o que a alimenta para tanto vai e vem e volta e vai de novo procurando a menina.
O esquema de sobrevivência que ela montou para viajar pelo multiverso é coisa de roteirista muito bom: a mochila de Irene é melhor que o cinto de utilidades do Batman, tem tudo o que ela precisa para sobreviver e um pouco mais.
Mia, pra mais surpresa no filme, é uma garota de 15 anos de idade que tem boca de estivador, atitude de mulher super poderosa e esperteza de quem já apanhou muito na vida. Tudo que ela poderia me assustar acabou me fazendo amar a personagem e não só torcer pela fofa.
Ah, um ponto altíssimo do filme é a presença do meu amigo de twitter e ídolo Jim Cummings, com um personagem tão tonto e fofo e bonitão e estranho que poderia ter seu nome em letras garrafais na fachada do cinema em uma sessão de Redux Redux.
Os irmãos McManus são meus ídolos desde 2020 onde neste mesmo Fantasia Festival eu assisti O Mistério de Block Island, outro filme extremamente bem escrito e lindamente dirigido pela dupla, já com a Michaela e com o Jim Cummings também. Nice crowd.
Redux Redux é mais uma aposta minha do #Fantasia2025.
Certeza que o público de ficção científica e viagem no tempo vai se surpreender com o pesadelo que é a história desesperadora de Irene em seu vai e vem violento e tenso e triste demais, que no final das contas acaba sendo uma bela história de amor de mãe pela filha, mesmo sendo um dos filme de horror mais violentos do ano.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


Um pensamento sobre “203/2025 REDUX REDUX”