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330/2025 BLUE MOON

Vamos ao que viemos: Blue Moon, o segundo filme do Richard Linklater lançado em 2025, é bem meia boca.

E sabe por quê?

Porque é teatro filmado.

É chato. Falta cinema.

E a história é divertida, apesar de ser um filme bem baba ovo do compositor Lorenz Hart, um dos maiores compositores americanos do início do século XX, autor de entre outras a lindaça Blue Moon.

O filme se passa na noite da estreia do musical Oklahoma!, o primeiro musical escrito por seu parceiro autor Richard Rogers com outro escritor de letras, já que Hart estava em uma fase que ninguém mais aguentava trabalhar com o cara por causa de seus vícios em álcool e outras coisas mais.

Lorenz Hart, pelo que vemos neste filme, deve ter sido um personagem no mínimo pitoresco. O gay, ou como vemos no filme, bissexual genial que escrevia músicas como poucos, que criava histórias que viravam musicais de teatro e que falava muito mas ouvia mais ainda e prestava muita atenção ao que ouvia para usar como inspiração para sua obra e também para sua vida.

De novo, como vemos aqui.

O cenário do filme é um bar onde Hart está “bebendo” e esperando seu ex-parceiro que vai para lá comemorar a estreia do novo musical que para Hart era um lixo mas que estreia com as melhores críticas e que mudará a história do teatro musical americano.

Nesse bar a gente vê Lorenz Hart ser muito elogiado o tempo todo, vemos ele dando em cima de todo mundo que aparecesse em seu radar, vemos ele se lamentando por não ter escrito o tal musical ruim, vemos ele conversando com um escritor que estava quieto bebendo em seu canto, vemos o bem baixinho Hart se derretendo por uma jovem que ele considera como sua protegida e vemos, acima de tudo, o autor se rebaixando muito quando o ex parceiro chega ao bar com a trupe da peça nova e ele precisa deixar claro que gostaria de voltar a parceria ao que ouve que é impossível que isso aconteça porque o momento que ele está na vida, onde o vício o restringe a qualquer coisa que não beber, Lorenz Hart se faz de superior, como todo bom egoísta age quando não está nem aí para ninguém ou para nada.

Sim, a história é bacana mas de novo, isso é teatro filmado.

O que salva o filme, o motivo das 3 claquetes da nota é Ethan Hawke, que cada vez mais mostra que ele é o grande ator americano de sua geração. O problema é que ele não tem o físico de uma pessoa de 1,50m de altura, então o que fizeram pra ele parecer baixinho não funciona.

Ele parece aquele personagem do Jô Soares que andava de joelhos, com os sapatos colados nos joelhos, para parecer que ele era bem baixo. Não é assim que funciona. A proporção do corpo de alguém baixinho não é a mesma de um cara de 1,80m de altura, daí o elã, a mágica toda vai para a cucuia.

NOTA: 🎬🎬🎬

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