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020/2026 RECONSTRUÇÃO

O diretor Max Walker-Silvermanme impressionou em 2023 com Uma Noite no Lago, um dos filmes mais tristes e ao mesmo tempo mais esperançosos que eu tinha visto naqueles dias, sobre uma promessa de décadas atrás quando 2 amantes prometeram se encontrar no dia tal, em lugar tal.

Meu coração enche de felicidade só de lembrar.

E o mais legal, ele escolheu como estrela daquele filme a grande Dale Dickey, uma atriz que sempre se destacava em seus pequenos papeis e que explodiu lá.

Agora o diretor lança Reconstrução, mais um filme triste demais e ao mesmo tempo com um pezinho na esperança de que o amor volte a florescer, ou floresça de uma vez.

Em seu 78º filme do ano, Josh O’Connor vive aqui Dusty, um homem que perdeu tudo, como a gente descobre logo de cara e por quem todo mundo que o encontra sente pena, com a maior cara de “putaquepariu tadinho dele”.

Dusty agora vive em um parque de trailers, ou um amontoado de trailers no meio do nada, aos poucos vai se entrosando com os outros moradores (alguns provavelmente são não-atores vivendo suas próprias vidas por lá) e enquanto se conecta com a filha, a ex-companheira e quem o conhece, ele vai tentando colocar sua cabeça no lugar para chegar a uma conclusão do que pretende fazer com sua vida dali pra frente.

O que parece ser uma historinha banal já contada não se sabe quantas vezes, esta Reconstrução tem o tom delicado e nada intrusivo do diretor ao mesmo tempo que ele nos leva a entender e sentir o que Dusty está sentindo.

Josh O’Connor obviamente está ótimo, assim como Meghann Fahy como a ex-mulher e a grande Amy Madigan como a sogra (porque tem ex mulher mas sogra continua pra vida toda).

Mas quem rouba o filme é a jovenzinha e não tã novata Lily La Torre, que faz a filha Callie Rose, o sopro de vida da história.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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