158/2026 SEREIA

Sereia, Mermaid, é um filme que eu queria ver desde que estreou em festivais ano passado.

O filme é o novo absurdo do meu diretor preferido Tyler Cornack, o homem que cometeu um dos filmes mais bizarros e extremos da história do cinema, a comédia de horror desgraçado Butt Boy.

Se você não assistiu Butt Boy, por favor, assista, vomite e me agradeça depois.

Aqui em Sereia, o bizarro ficou um pouco mais aliviado mas o legal é ver que vez por outra, em níveis maiores ou menores, a filosofia desgraçada do diretor Cornack aparece.

A sereia do título é encontrada ferida no mar por Doug, um cara bem problemático, bem idiota, bem perdido mas com um coração grande.

Ou com um estômago grande. E uma moral pequena.

Ele a leva pra casa, tenta ajudar na recuperação, porque ela está bem machucada, antes de soltá-la no mar de novo.

Enquanto ele espera e ajuda, ele assiste tudo o que pode na internet sobre sereias, os mitos, as quase verdades, as lendas pelo mundo. Mas nada o prepara para o que estaria por vir.

À medida que o tempo vai passando e a sereia melhorando e precisando se alimentar, o filme vai se tornando mais violento. E mais bizarro.

O roteiro de Sereia se prende muito a alguns temas que se encerram rapidamente e o diretor volta ao tema, ao problema, à história e a gente fica muito com a sensação de que “ah, de novo”, o que faz a “energia” do filme cair um pouco.

Mas, o que interessa acontece e o final de Sereia faz jus ao cinema único do diretor Tyler Cornack e não decepciona.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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