224/2026 O CONVITE

Eu queria legitimamente entender, se bem que eu acho que entendo, o desespero de Hollywood ao “eleger” esta comédia como um dos melhores filmes de 2026, ou tentar vender esta comédia como um dos melhores filmes de 2026 e como Hollywood gasta muito dinheiro para criar conversas e convencer as pessoas que O Convite merece muitas indicações ao Oscar (e a tudo quanto for prêmio possível).

O Convite não é ruim.

Mas também não é bom.

É um filme baseado em um original espanhol que já foi filmado em 28 países. Muito estranhamente não sei como ainda não houve a versão brasileira estrelada pelo Leandro Hassum e a Ingrid Guimarães.

Aguardemos.

Esta versão hollywoodiana é dirigida e estrelada pela Olivia Wilde, uma pessoa que eu não consigo ir com a cara e alguém que cada vez mais me convence a não mais assistir seus filmes. Uma bela truqueira.

Além de Olivia, o filme tem mais 3 estrelas: Penélope Cruz (com uma campanha pesada dizendo que é seu melhor papel no cinema e que ela deveria ser indicada a todos os prêmios de melhor atriz por fazer uma vizinha latina com um sotaque forte e um vocabulário ruim em inglês), Edward Norton, saído da tumba e o maconheiro mór, e mais uma vez fumando maconha a rodo, Seth Rogen, fazendo o papel dele mesmo, que é só o que ele sabe fazer.

O filme se passa no apartamento do casal caretíssimo e cheio de problemas Olivia e Seth, para onde vão o casal muderno e liberal Penélope e Edward.

Eles moram no mesmo prédio mas não se conhecem, se cruzam nos elevadores e corredores e esse encontro é para estreitar amizades, já que Olivia acha os 2 muito mudernos e bacanas.

O filme começa como uma comédia meia boca, onde 4 pessoas que não tem nada em comum se encontram, conversam sobre nada, tentam encontrar alguma afinidade sendo que o casal muderno vai dando as cartas dos papos enquanto o casal bunda mole fica enrolado e perde até a respiraçnao em alguns momentos bestas.

A partir de uma informação nova, o filme vira uma piada maravilhosa, ri alto, não esperava que o caminho da história seria como foi, sabia mais ou menos o que aconteceria mas não sabia que o caminho seria aquele. Surpresa das melhores.

Mas de repente o filme vira uma drama tão pesado e ressentido e chato, com uma d.r. sem fim, ou melhor, com mais de uma d.r. que estraga tudo o que o filme veio construindo até então na comédia.

Claro que a culpa não é da diretora Olivia Wilde, nem do roteiro adaptadíssimo pela Rashida Jones e pelo Will McCormack.

O problema é o filme original que era um filmeco qualquer e que de repente algum muito, mas muito competente conseguiu convencer produtores e diretores de 28 países que refilmarem aquela historinha do músico frustrado casado com uma mulher sem sentido, vizinhos do bombeiro que ama tapetes casado com a latina psicoterapeuta em uma noite de queijo e vinho para se conhecerem seria uma boa ideia.

Não foi. Pra mim.

Mas foi, porque não param de refilmar. E viva a falta de coragem para investirem em ideias novas.

NOTA: 🎬🎬

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