Fazendo uma pesquisa sobre filmes de viagem no tempo para um projetão meu, acabei trombando com ARQ, produção da Netflix de 2016 que tinha passado batido por mim.
ARQ começa muito bem, já no meio, com a história a milhão (adoro isso desde que li Paul Auster a primeira vez e meio que me chocou, muito tempo atrás).
Renton (o lindão Robbie Amell) acorda de repente, muito agitado, ao lado de sua namorada Hannah momentos antes de seu quarto ser invadido por 2 homens mascarados que o levam a garagem de sua casa onde tem mais um mascarado os esperando e um quarto morto no chão.
Eles batem e prendem o casal e exigem que Renton lhes dê o dinheiro que tem em seu cofre e que lhe entregue uma máquina que ele construiu e que eles devem entregar a uma empresa que domina o mundo, depois de uma guerra por combustível que dizimou grande parte da população da Terra.
Renton, um ex engenheiro que está escondido, criou uma máquina que se auto alimenta de energia e que pode ser a salvação da guerra e que daria poder infinito a seu dono.
Só que enquanto os assaltantes discutem com Renton, ele leva um tiro, morre e acorda de novo em sua cama ao lado da namorada e tudo acontece de novo.
Arq é o típico filme de viagem no tempo com o paradoxo dos paradoxos, onde o viajante do futuro tem o poder de voltar sempre ao mesmo tempo no passado para alterar a história, volta de novo e altera de novo a história já alterada, tantas vezes quantas necessárias para que a história termine como ele deseja.
Ou assim ele pensa, porque uma vez que você muda a história, ela sai de seu controle porque tudo muda e muitas vezes ele não espera as consequências.
O filme é bom. Seria maravilhoso se o roteiro não começasse a minguar nas ideias por causa das inúmeras voltas ao passado. Inúmeras mesmo!
Sempre que escrevo sobre filmes de viagem no tempo, quanto menos eu contar da história melhor, todo detalhe é precioso.
Diversão e tensão garantidas.
NOTA: 🎬🎬🎬

