297/2022 PEARL

Eu tô CHOCADO que a turma que fez o lixo X é responsável por essa belezura que é Pearl.

Pra começar eu tenho que dizer que Pearl, a personagem título, é a velhinha de X, vivida lá sob maquiagem pesada e aqui em sua plenitude, pela Deusa Mia Goth que além de estrelar o filme, é co roteirista deste petardo.

Pearl mostra a juventude daquela que se tornaria a sanguinária assassina da equipe de filmes eróticos que foram filmar em sua fazenda.

Quando jovem, Pearl vive durante uma pandemia com a mãe que não deixa que ela saia de casa para não voltar infectada e também com o pai que (sobre)vive em cadeira de rodas sem falar, sem se mover, totalmente dependente da filha.

Ela é casada e vive com eles porque seu marido foi para a guerra e não manda notícias.

Pearl não aguenta mais essa mediocridade e encontra no cinema um passaporte para a vida tão sonhada e logo encontra no projecionista do cinema, o bonitão Howard (David Corenswet) a possibilidade disso acontecer.

Mas nada é fácil para Pearl e ela descobre que para viver uma vida de felicidades, tem que tirar de sua frente todos os empecilhos.

E nada mais fácil do que ser violenta, cruel, fria e muito desgraçada.

Pearl é lindo, um filme super colorido contando uma história bem desgraçada, com uma trilha e uma levada que vai de encontro a melodramas da Hollywood dos anos 1940 e com 2 pés nas referências de O Mágico de Oz.

O filme só não é melhor porque o diretor Ti West tem a sutileza de um rinoceronte bêbado.

Mas mesmo assim, Pearl é uma surpresa das boas e repito, graças à maravilhosa Mia Goth.

NOTA:

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