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Oscar 2019: os vencedores.

A pergunta que não quer calar: pra que precisamos de uma premiação ainda como o Oscar em 2019 se todos, repito, todos os vencedores já haviam vencido em premiações anteriores neste mesmo ano?

Sim, Green Book (um filme bonitinho mas ordinário) venceu por ser uma versão sanitizada de um filme sobre racismo, o do Spike Lee, que é um tapa na cara da sociedade não só cinematográfica americans, mas em geral.

Ao final das contas, Spike Lee ter um filme indicado a melhor filme nos Oscar só foi em 2019 é uma vergonha nacional.

Daí, como fala de KKK se fudendo, de negrão sendo mais esperto que todos os brancos à sua volta, deram o prêmio de consolação a ele, como melhor roteiro. Mas veja bem, o roteiro é maravilhoso, um primor, mas o filme é melhor ainda.

O Fred Mercury da Praça é Nossa vencer melhor ator com aquela peruca e aquele roteiro é outra prova do quanto o povo pensa em compensar coisas e erra no alvo. Quer fazer média com comunidade LGBTQ, dê prêmio de coadjuvante pro Richard E Grant, isso sim.

O filme do Queen nem diretor teve pela maior parte do tempo, é o típico filme de estúdio que afunda em si mesmo. E quem dá prêmio pra esses filmes? Os estúdios e os executivos que estão ali dizendo: se fuderam seus idiotas, vocês pagarem os milhões pra assistirem esse filme em iMax várias e várias vezes porque o Queen é foda mas quem manda aqui sou eu, que demorei 2 horas e tanto pra falar que ele era gay e que era HIV+ e que mudei a linha de história real pra compensar meu pensamento escroto.

A única coisa certa que fizeram foi não terem dado o Oscar a Glenn Close.

Claro que ela é uma puta atriz, claro que já deveria ter ganho um prêmio, mas este ano não teve mesmo pra mais ninguém além da Olivia Colman em A Favorita. A mulher faz o que quer, o que o diretor quer, o que o produtor também quer e se bobear faz mais uma pra garantir pro editor.

A Esposa é uma filme ruim. Repito: A Esposa é um filme ruim, porcaria, com um roteiro de quinta e uma direção mais preguiçosa que da novela das 9 com a história do surubão de noronha.

Glenn tem que vencer por um filme bom. E não me venha falar de prêmio por carreira, daí é outra coisa e se bobear, logo ela ganha um honorário, porque vai ser melhor do que ter na memória essa esposa uó.

Pior do que premiar o filme do Spike Lee seria ter premiado Roma, filme da Netflix (ops, não passa no cinema, não vamos poder ganhar 78% em cima dos ingressos e deixar 2% pro elenco), produção mexicana (puta que saco, vamos ter que dublar, porque nem legenda esse povo lê) e tem como heroína uma empregada doméstica (ah, isso eles entendem, porque quem limpa seu país são as mexicanas, ou eles assim acham).

Mas o filme é bom pra caralho, então vamos dar os prêmios “importantes” que eles sossegam.

Agora ,putz, lembrou bem alguém, Hollywood deixou passar que dos últimos 6 Oscars, 5 diretores vencedores são mexicanos.

Fica a dica. E dêem uma olhada no post que eu fiz sobre o Spirit Awards, o Oscar Indie, que é muito, mas muito mais interessante.

Agora ao que interessa, como sempre as lindas no tapete vermelho:

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